O principal índice da Bovespa abriu a segunda-feira (31) em queda, com o mercado na expectativa da divulgação da proposta de Orçamento do governo brasileiro para 2016 prevendo déficit primário. No último pregão do mês, o Ibovespa caminha para o pior resultado mensal desde setembro de 2014.
Às 11h26, horário de Brasília, o Ibovespa caía 2,92%, a 45.775 pontos. As ações da Petrobras ordinárias recuavam mais de 3% por volta do mesmo horário.
Na sexta-feira, bolsa fechou em queda de 1,18%, a 47.153 pontos. Até o momento, a queda acumulada em agosto é de cerca de 10%, maior declínio desde setembro de 2014.
O viés era negativo em praças acionárias externas, reforçando o tom negativo na Bovespa, conforme seguem preocupações com as bolsas e a economia chinesas e incertezas sobre o primeiro aumento dos juros norte-americanos em quase uma década.
O governo vai enviar ao Congresso nesta segunda-feira a proposta de Orçamento do próximo ano com déficit, depois de desistir da ideia de recriar a CPMF, segundo reportagens publicadas nos jornais nesta segunda-feira.
"Com um cenário externo ainda turbulento, mais uma potencial revisão nas metas fiscais traz um profundo desânimo com os ativos brasileiros", disse o gestor Joaquim Kokudai, sócio na JPP Capital.
No exterior, Wall Street trabalhava com o índice S&P 500 em baixa de 0,86%, após comentários de um integrante do Federal Reserve aparentemente manterem no radar a chance de alta dos juros em setembro.
Na China, continuou a apreensão sobre a capacidade do governo chinês de lidar com o mercado em seu país, bem como a sua economia.
Fonte: G1